sábado, 22 de outubro de 2011

APONTANDO O LÁPIS

Amigos,
Aqueles que de algum modo já nos conhecem dos jornais, sites, revistas ou onde quer que tenhamos publicado um texto de nossa autoria, sobretudo àqueles que nos acompanham no Blog Passa a Régua, onde nos dedicamos, até então, a publicar algumas de nossas criações literárias, trabalhos jornalísticos e artigos de opinião, é perfeitamente compreensível que se pergunte: Por que mais um Blog, Geraldo, Costa ou J., como queiram? E a resposta é simples. Porque o que vai aqui escrito, não é criação nossa, embora, tenha ganhado a forma da palavra escrita através de nós. E também, porque este é o meio de comunicação mais acessível às nossas possibilidades. E o mais democrático. E que pode, portanto, atingir um maior número de pessoas.
O objetivo deste espaço é tornar público os textos por nós psicografados, desde 2004, quando, pela primeira vez, nós participamos do estudo para educação e aperfeiçoamento de nossa mediunidade, conhecido como COEM (Centro de Orientação e Educação Mediúnica).
Os textos, que são as mensagens a que nos reportamos, não são assinados, daí não se saber a sua autoria e o motivo nos foge ao conhecimento. E nem nos preocupa.
Fossem textos que contradizem os ensinamentos evangélicos de Jesus Cristo exarados na Doutrina dos Espíritos codificada por Allan Kardec, e, tenham a certeza que seriam por nós ignorados. Mas ocorre exatamente o contrário e daí darmos crédito a tais comunicações.
É legítimo então que se pergunte: Como sabemos quando são os espíritos que escrevem e quando somos nós que escrevemos, uma vez que é de conhecimento que o fazemos amiúde, quase que diariamente, porém, com outra finalidade.
Foi por esse motivo que fizemos por duas ocasiões o COEM citado acima. Mais precisamente nos períodos de 2003/2004 e 2008/2009. Hoje, sabemos quando são eles, os espíritos, e quando somos nós que escrevemos. Sabemos também do compromisso que se constitui expressar através da palavra escrita ideias e opiniões que não são nossas. E mesmo as que são. O que não é o caso aqui.
A falta desse comprometimento com a verdade e com o desejo de se fazer o Bem a nós mesmos e ao próximo, fora motivo de nossa queda em existências anteriores. E razão pela qual, Deus, em sua infinita bondade, nos concedeu a atual oportunidade para tentarmos nos redimirmos. Porque não se iludam. A única finalidade da existência humana é o aperfeiçoamento moral do espírito.
Devemos confessar que tomar a iniciativa de publicar as mensagens por nós recebidas nas reuniões mediúnicas das quais participamos em determinada casa espírita, a qual, iremos omitir a denominação por não estarmos autorizados a decliná-lo, foi para nós motivo de discussão de foro íntimo, e, por que não dizer, medo.
Porém, mais do que o medo, esse sentimento natural do ser humano, também o ímpeto e a coragem se fizeram presentes de maneira soberana, porém racional, e, sem a qual, impossível é dar o primeiro passo seja qual for a ação que se pretenda realizar.
A mediunidade é um fenômeno natural, regido por leis naturais. Os espíritos superiores, através de Kardec nos ensinam que todos nós somos mais ou menos médiuns. Em alguns, a mediunidade se manifesta de maneira mais ostensiva, ou seja, mais constante e mais evidente. Em outros, nem tanto. Mas, somos todos emissores e receptores de energias que se manifestam na forma de ideias, sentimentos e palavras.
A mediunidade independe da moral do médium. Mas é natural admitir que quanto mais elevado moralmente for o médium, mais boa vontade e mais desejo sincero em ser útil na prática do Bem ele possua, melhor a sua sintonia com as esferas superiores.
Desse modo, entre um médium que reúne maior esclarecimento e melhores sentimentos e boas intenções e um médium indiferente aos propósitos da prática da caridade, cujo único objetivo é fazer o Bem ao próximo, é evidente que os espíritos desejosos de fazer o Bem escolherão, em tendo oportunidade, o primeiro para se comunicarem.
Observam-se tantos médiuns se perderem nos enganos proporcionados pelo orgulho, egoísmo, a invigilância e a indisciplina, porque muitos são os chamados e poucos os escolhidos. A escolha é do médium, que, como qualquer um de nós tem o seu Livre Arbítrio. Mas, como qualquer um de nós, colherá o que tiver semeado.
De nossa parte, somos ainda muito, mas muito mesmo pequenos e aprendizes. Porém, registraram-se em nossa alma, como ferro que marca o gado, os ensinamentos de um antigo adepto do Espiritismo, ao proferir uma palestra que tivemos a oportunidade de assistir no já longínquo ano de 1987, quando tínhamos então 18 anos de idade na atual existência e iniciávamos o despertamento para as coisas do Espiritismo que, não surgiu em nossas vidas pela Dor, mas pela Razão.
Disse aquele bom espírito, já desencarnado e que atendia pelo nome de Reinaldo: Cinco são as virtudes que deve buscar o ser humano desenvolver: Paciência, Tolerância, Coragem, Amor e Fé.  
É o que às duras penas temos buscado. Mais caindo que avançando, mas, graças a Deus, sempre tendo a oportunidade, a força e a ajuda imprescindível para se levantar. E assim temos caminhado.
A cada vez que colocamos os pés dentro da casa espírita que tão bem nos acolheu (talvez, antes mesmo de termos a atual oportunidade a que nos referimos anteriormente) soa forte em nossa mente, pulsa em nosso  coração, o alerta, da necessidade de colaborarmos conforme nossas possibilidades e aprendermos sempre e em qualquer circunstância com amor e humildade, virtudes sem as quais, qualquer iniciativa de nossa parte, se  fará inútil. 
Pedimos, por favor, aos que nos dedicam sua generosa atenção, que não tentem nos encontrar, e nem mesmo o espelho de nossas ações, ideias e palavras, nestas mensagens que passamos a publicar. Porque, como já dissemos, somos ainda aprendizes, alunos relapsos, muito falhos e fracos, contraditórios.
A nossa mediunidade de psicografia é consciente, o que significa que não somos tomados por espíritos para escrever. Eles se aproximam de nós, quando nós nos elevamos à eles e quando nos consideram em condições de compreendê-los e registrarmos em palavras escritas o que eles pretendem expressar, que ideias, que sentimentos, que mensagem.
Até o momento, nunca nos ocorreu, por exemplo, receber uma mensagem de um espírito que pretende se comunicar com sua mãe saudosa, um ente querido.
Em mediunidade, há hora, lugar, condições e médium pra tudo. O mundo espiritual é tão ou mais organizado que o mundo físico. Não há improvisos. Tudo obedece a um propósito elevado, que será sempre o da Caridade.
Todavia, esse é o resultado do nosso esforço em aprendermos a ser ao menos um pouco melhores, do que quando aqui chegamos cheios de esperanças e incertezas.
Obrigado. Obrigado a todos aqueles que nos acolheram e nos acolhem, porque mais do que nós, são sabedores de nossas necessidades e limitações. Que Jesus continue a nos iluminar e proteger. E que Deus, em sua infinita Bondade e Misericórdia, esteja com todos nós.

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