Amigos,
O objetivo deste espaço é tornar público os textos por nós psicografados, desde 2004, quando, pela primeira vez, nós participamos do estudo para educação e aperfeiçoamento de nossa mediunidade, conhecido como COEM (Centro de Orientação e Educação Mediúnica).
Os textos, que são as mensagens a que nos reportamos, não são assinados, daí não se saber a sua autoria e o motivo nos foge ao conhecimento. E nem nos preocupa.
Fossem textos que contradizem os ensinamentos evangélicos de Jesus Cristo exarados na Doutrina dos Espíritos codificada por Allan Kardec, e, tenham a certeza que seriam por nós ignorados. Mas ocorre exatamente o contrário e daí darmos crédito a tais comunicações.
É legítimo então que se pergunte: Como sabemos quando são os espíritos que escrevem e quando somos nós que escrevemos, uma vez que é de conhecimento que o fazemos amiúde, quase que diariamente, porém, com outra finalidade.
Foi por esse motivo que fizemos por duas ocasiões o COEM citado acima. Mais precisamente nos períodos de 2003/2004 e 2008/2009. Hoje, sabemos quando são eles, os espíritos, e quando somos nós que escrevemos. Sabemos também do compromisso que se constitui expressar através da palavra escrita ideias e opiniões que não são nossas. E mesmo as que são. O que não é o caso aqui.
A falta desse comprometimento com a verdade e com o desejo de se fazer o Bem a nós mesmos e ao próximo, fora motivo de nossa queda em existências anteriores. E razão pela qual, Deus, em sua infinita bondade, nos concedeu a atual oportunidade para tentarmos nos redimirmos. Porque não se iludam. A única finalidade da existência humana é o aperfeiçoamento moral do espírito.
Devemos confessar que tomar a iniciativa de publicar as mensagens por nós recebidas nas reuniões mediúnicas das quais participamos em determinada casa espírita, a qual, iremos omitir a denominação por não estarmos autorizados a decliná-lo, foi para nós motivo de discussão de foro íntimo, e, por que não dizer, medo.
Porém, mais do que o medo, esse sentimento natural do ser humano, também o ímpeto e a coragem se fizeram presentes de maneira soberana, porém racional, e, sem a qual, impossível é dar o primeiro passo seja qual for a ação que se pretenda realizar.
A mediunidade é um fenômeno natural, regido por leis naturais. Os espíritos superiores, através de Kardec nos ensinam que todos nós somos mais ou menos médiuns. Em alguns, a mediunidade se manifesta de maneira mais ostensiva, ou seja, mais constante e mais evidente. Em outros, nem tanto. Mas, somos todos emissores e receptores de energias que se manifestam na forma de ideias, sentimentos e palavras.
A mediunidade independe da moral do médium. Mas é natural admitir que quanto mais elevado moralmente for o médium, mais boa vontade e mais desejo sincero em ser útil na prática do Bem ele possua, melhor a sua sintonia com as esferas superiores.
Desse modo, entre um médium que reúne maior esclarecimento e melhores sentimentos e boas intenções e um médium indiferente aos propósitos da prática da caridade, cujo único objetivo é fazer o Bem ao próximo, é evidente que os espíritos desejosos de fazer o Bem escolherão, em tendo oportunidade, o primeiro para se comunicarem.
Observam-se tantos médiuns se perderem nos enganos proporcionados pelo orgulho, egoísmo, a invigilância e a indisciplina, porque muitos são os chamados e poucos os escolhidos. A escolha é do médium, que, como qualquer um de nós tem o seu Livre Arbítrio. Mas, como qualquer um de nós, colherá o que tiver semeado.
De nossa parte, somos ainda muito, mas muito mesmo pequenos e aprendizes. Porém, registraram-se em nossa alma, como ferro que marca o gado, os ensinamentos de um antigo adepto do Espiritismo, ao proferir uma palestra que tivemos a oportunidade de assistir no já longínquo ano de 1987, quando tínhamos então 18 anos de idade na atual existência e iniciávamos o despertamento para as coisas do Espiritismo que, não surgiu em nossas vidas pela Dor, mas pela Razão.
Disse aquele bom espírito, já desencarnado e que atendia pelo nome de Reinaldo: Cinco são as virtudes que deve buscar o ser humano desenvolver: Paciência, Tolerância, Coragem, Amor e Fé.
É o que às duras penas temos buscado. Mais caindo que avançando, mas, graças a Deus, sempre tendo a oportunidade, a força e a ajuda imprescindível para se levantar. E assim temos caminhado.
A cada vez que colocamos os pés dentro da casa espírita que tão bem nos acolheu (talvez, antes mesmo de termos a atual oportunidade a que nos referimos anteriormente) soa forte em nossa mente, pulsa em nosso coração, o alerta, da necessidade de colaborarmos conforme nossas possibilidades e aprendermos sempre e em qualquer circunstância com amor e humildade, virtudes sem as quais, qualquer iniciativa de nossa parte, se fará inútil.
A cada vez que colocamos os pés dentro da casa espírita que tão bem nos acolheu (talvez, antes mesmo de termos a atual oportunidade a que nos referimos anteriormente) soa forte em nossa mente, pulsa em nosso coração, o alerta, da necessidade de colaborarmos conforme nossas possibilidades e aprendermos sempre e em qualquer circunstância com amor e humildade, virtudes sem as quais, qualquer iniciativa de nossa parte, se fará inútil.
Pedimos, por favor, aos que nos dedicam sua generosa atenção, que não tentem nos encontrar, e nem mesmo o espelho de nossas ações, ideias e palavras, nestas mensagens que passamos a publicar. Porque, como já dissemos, somos ainda aprendizes, alunos relapsos, muito falhos e fracos, contraditórios.
A nossa mediunidade de psicografia é consciente, o que significa que não somos tomados por espíritos para escrever. Eles se aproximam de nós, quando nós nos elevamos à eles e quando nos consideram em condições de compreendê-los e registrarmos em palavras escritas o que eles pretendem expressar, que ideias, que sentimentos, que mensagem.
Até o momento, nunca nos ocorreu, por exemplo, receber uma mensagem de um espírito que pretende se comunicar com sua mãe saudosa, um ente querido.
Em mediunidade, há hora, lugar, condições e médium pra tudo. O mundo espiritual é tão ou mais organizado que o mundo físico. Não há improvisos. Tudo obedece a um propósito elevado, que será sempre o da Caridade.
Todavia, esse é o resultado do nosso esforço em aprendermos a ser ao menos um pouco melhores, do que quando aqui chegamos cheios de esperanças e incertezas.
Obrigado. Obrigado a todos aqueles que nos acolheram e nos acolhem, porque mais do que nós, são sabedores de nossas necessidades e limitações. Que Jesus continue a nos iluminar e proteger. E que Deus, em sua infinita Bondade e Misericórdia, esteja com todos nós.
